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Sobre João Gregório

Astrónomo amador activo desde Natal de 2002, altura em que comprou para o filho um telescópio. Gosta de fotometria e de objectos "vivos" ... tudo o que se possa transformar em gráfico. Conta com mais de duas dezenas de co-descobertas de exoplanetas

Noite de estreias

Sexta-feira dia 3 de Maio foi uma noite com alguns estreantes no local de observação. Entre eles esteve a família Fino constituída pelo Rui, pela Sónia e o filho Mateus.

Esta família assistiu á minha palestra de 6 de Abril no OLA Observatório Lago Alqueva e o Rui identificou-se com o meu inicio de astronomia pois ambos “compramos o telescópio para o filho”. Ficou desde logo o contacto para uma visita ao mítico sitio onde a astronomia acontece, a Atalaia.

Também se estreou o Alexandre Figueiredo que há já algumas semanas tentava uma abertura nas nuvens para se juntar aos “observadores” e finalmente conhecer local.

Infelizmente não participei mas ficam aqui os relatos de quem esteve por lá, segue o do Rui e do Pedro Fernandes e Pedro Costa:

Rui Fino ………………………………………………………………………………………………….

Na sexta-feira, a estrela tripla (Rui, Sónia e Mateus) foi `a Atalaia para a sua 2ª sessão astronómica com o seu Skywatcher 200/1000 Goto SynScan e 1º vez na Atalaia.

Foi uma verdadeira aventura! O facto de nós, os adultos, trabalharmos até às 20:30 e residirmos na zona de Sintra faz com que chegássemos por aquelas bandas já por volta das 22:30. Ao chegar ao local não foi fácil encontrar o carreiro certo, pois o caminho que nos parecia à partida o correcto (por estar limpo e ser de noite) era na verdade o campo lavrado. Assim e para não darmos bandeira, não acendemos os médios e…. depois de umas idas e voltas, estrada-portão-carreiro, lá conseguimos ir até ao local de observação.

Ao chegar, deparamo-nos com o João Brázio e mais dois companheiros de que agora não nos recordamos os nomes (pedimos desculpa). Os Pedros (Fernandes e Costa) estavam nas filmagens com o resto da equipa dos audiovisuais (a Luísa e outros que na penumbra da noite não distingui quem e, também por não querer atrapalhar mais os trabalhos, visto o já atrás exposto).

Montamos o Telescópio e material já por volta das 23: e qualquer coisa. Observamos a M51, estrela dupla (Mizar), contemplamos algumas constelações já nossas conhecidas e acrescentamos outras que ainda desconhecíamos, observamos M104 em sugestão do Pedro Costa e para finalizar o espectacular Júpiter. Deu ainda para testar a nossa Barlow caseira que está cada vez melhor. Fizemos também uma pausa para o chá e para os bolinhos (que neste caso eram bolachas com chocolate em forma de estrelas).

Hora de empacotar tudo de volta, pois amanhã é dia de trabalho e o jovem astrónomo tem muito que estudar, pois o período é curto e não quer baixar a média.

Foi mais uma vez uma grande experiência. A hora da partida deixa sempre saudades de poder ficar mais um pouco, há que esperar pelas férias do Mateus, para podermos estar madrugada fora.

Pelo exposto queria-mos pedir desculpa, se não cumprimos o código de conduta na sua totalidade. Tudo fizemos para que fosse cumprido o mais rigoroso possível, só tínhamos receio de ficar encalhados algures.

Saudações Astronómicas,

Rui, Sónia e Mateus …………………………………………………………………………………….

Pedro Fernandes ………………………………………………………………………………………….

Na impossibilidade de ir de sábado para domingo para Santa Suzana, eu e o Pedro Costa combinámos uma ida à Atalaia, sexta para sábado, rápida, para testes da nova caixinha controladora de fitas anti-condensação.

De súbito tudo se precipita. A Luísa pede a nossa disponibilidade para as famosas filmagens para a semana 10/11 do corrente. O Pedro Costa por razões familiares felizes vai estar impedido de colher fotões por uns tempos.

“Ui, então vai ter de ser este final de semana mesmo”, exclama Luísa “mas precisamos de algum sossego e isolamento” exigência do guião pré-estabelecido.

Quando chegámos, ainda de dia, dirigimo-nos ao nosso cantinho na companhia da realizadora e da técnica de som Mónica. O João Brázio já lá estava preparando a montagem da sua tenda.

Pedimos a compreensão dos presentes e lá ficámos fora do spot principal. No entanto a elevada sensibilidade da captação sonora exigia toda a contenção nas redondezas.

A primeira cena seria a chegada do Pedro Costa, respectivos cumprimentos e combinação da estratégia de observação para aquela noite, como aliás é o nosso introito habitual.

Fomos de imediato “electrificados” de forma a captarem tudo o que disséssemos. A nossa técnica de som é perita em nos assaltar os bolsos para substituir as baterias dos emissores dos microfones com a maior das subtilezas. Simpática, acrescenta uma coloração colombiana ao português seguro que já domina e revela um conhecimento admirável da nossa cultura.

A câmara espiolhava constantemente toda a fase de montagem dos telescópios e a girafa captava todo o som ambiente para além dos microfones de lapela.

Anoitece e cai o pano de cena desenrolando perante a argúcia da camara toda a panóplia de pontos luminosos das mais variadas magnitudes e tonalidades. Incidia a atenção em especial na captação da nossa interação “Ó Pedro vê só esta M51, hoje está espectacular (eu cá acho que está sempre) e há aqui um ponto nos braços da galáxia maior que acho ser uma supernova” e lá vou eu mergulhar naquelas 12”. Claro que depois vingo-me e apesar das minhas 8 fraquinhas polegadas exijo um espanto equivalente.

Da mesma forma percorremos as mais ténues NGC’s e até nos abstraímos das captações audiovisuais que nos cercam. A M17 também nos alimentou a retina com fotões de há 4,2 mil anos luz. E outras, ainda mais distantes, interessantes como da primeira vez. E as conversas que nos proporcionam, umas vezes mais filosóficas outras pragmáticas.

Á nossa volta uma miríade de planos, de detalhe, plongée e contra-plongée, travellings, zooms, eu sei lá que mais, de que nos apercebíamos após uma aturada pesquiza ocular dos mais ténues corpos celestes.

O Pedro Costa desenhou novamente mais uns corpos celestes para a colecção particular arrebatando para si o foco cinematográfico.

O intervalo para recarregar baterias (as nossas e as das máquinas) serviu também para iniciar a Mónica no conhecimento do firmamento. Atenta, muito interessada, foi brindada com o primeiro meteoro de encher o olho, e logo de seguida espantou-se perante um Júpiter ainda perturbado pela massa atmosférica. El señor de los anillos foi prato de sustança depois de um cházinho servido pelo Pedro Costa.

A realizadora Luísa Mello recordou-nos que ainda havia algum trabalho pela frente. O guião não perdoa.

Eram umas quatro e tal da madrugada quando as arrumações de equipamentos e seu acondicionamento nas viaturas permitiu que terminássemos uma noite diferente, cheia de experiências novas proporcionadas por actividades à partida tão pouco prováveis.

Espero que a nossa colaboração permita àquela equipa o trabalho que corresponda às suas melhores espectativas. Não é vulgar tão elevada concentração de simpatia em somente duas pessoas tão únicas.

O tema do trabalho é a observação, não só a astronómica, também a observação de aves e até vão ter um observador de insectos. Ficamos ansiosos para ver os resultados.

Pedro Fernandes ………………………………………………………………………………………..

Pedro Costa. ……………………………………………………………………………………………….

Partilho convosco os desenhos que fiz na sexta-feira na Atalaia.
O Galaxy Cluster da Virgem não me deixa de espantar, já deve estar a chegar Uranometria 2000.0 que comprei em segunda mão, pois alguns dos objectos que desenho só consigo identificar em casa, com esta nova aquisição esta tarefa fica facilitada e posso matar a curiosidade enquanto observo.

Nesta sessão de observação dedicada ao cinema acabei por fazer apenas dois desenhos.

No primeiro desenho temos a M59 (à esquerda), M60 (à direita) e a pequenina NGC 4638 (em cima), que só consegui identificar em casa. Em casa descobri também, que a M60, que é a mais proeminente no FOV, tem uma companheira, a NGC 4647, formando o conjunto Arp 116, mas esta última não se mostrou visível.

(c)Pedro Costa
(c)Pedro Costa

No segundo desenho, temos em baixo a M58, e mais duas (ou três) galáxias bastante ténues que só identifiquei posteriormente. A mais em cima, durante a observação, tinha um formato estranho, comentei até com o Pedro Fernandes, que estava a ver um croissant… na verdade são duas galáxias em plena interação são elas a NGC 4567 e NGC 4568, formam um conjunto muito interessante também conhecido por Siamese Galaxies ou Butterfly Galaxies. Um pouco mais em baixo, podemos observar a NGC 4564, segundo consta esta pequenita tem no seu centro um buraco negro super-massivo, com uma massa de 56 milhões de sois!!! 



Pedro Costa ……………………………………………………………………………………………………….

Também estava por lá o João Brázio nas suas experiências a partir da sua tenda astronómica. Com o seu setup fez o registo da M17 the Omega Nebulae .

(c)Joao Brazio

Sexta 29-03-2019

O Pedro Fernandes e o Pedro Costa deslocaram-se esta sexta á Atalaia e aqui apresentam o relato da noite:

<<“Eu e o Pedro Costa estamos, certamente, a bater o recorde da colheita de fotões nos férteis campos da Atalaia.

Chegámos pouco depois do pôr do Sol mas, desta vez, apesar de a montagem ainda estar alinhada com a Polar, desde a semana passada, atrapalhei-me com o alinhamento com base em 3 estrelas, de tal modo, que tive de recomeçar a colocação em estação. Felizmente acabou por ficar no seu melhor.

Com isto tudo lá se foram os Messier de final de tarde desde a M74 até à galáxia do nosso pátio. Receio que na próxima semana no OLA se vá repetir esta impossibilidade. São os custos de estarmos nos limites da latitude óptima.

O Pedro Costa tinha estado a fazer trabalho de casa, aprimorando a colimação do seu truss, bem como melhorando o alinhamento do focador. Aquele telescópio está em constante evolução.

Agora perdoa-me Pedro, deixa-me cometer esta inconfidência e comunicar aos nossos Atalaianos que em breve um Obsession 16″ de última geração povoará os terrenos do Astrodromo da Atalaia. E mais, estou na esperança de que não seja o único, pois consta que o Zé Ribeiro (grande abraço) terá visitado o local recentemente … vão haver “granadas” na Atalaia!

Bom voltemos à terra, perdão, aos céus.

Apesar de não conseguirmos os princípios da maratona, lá percorremos a sequência sem falhas até às 02h30, hora a que começámos a bater no horizonte, tentando apanhá-las logo à nascença.

Quero só referir que mais uma vez ambos ficámos impressionados com a M13, M3 e M5. Claro que a M42 continua a rainha dos céus. Já me esquecia da M51 a revelar mais do que o habitual e também a M82 que foi alvo da prancheta do Pedro. Correção o Pedro Costa desenhou a M102 e não a M82.

Desenho do Pedro Costa M 102 : setup visual, Dobson Explore Scientific Ultra Light 12″ 1500mm focal, ocular Televue Nagler 12mm

O Pedro Costa lá andou a treinar o star hopping no meio da multidão da Virgem, no sentido de identificar o que está a ver, sem quaisquer dúvidas. Chegou a ter no campo da ocular 5 objectos entre Messier’s e NGC’s. Isto do GoTo ser assegurado pelo próprio do astrónomo tem que se lhe diga.

Entretanto começavam os problemas com a condensação e com a temperatura que atingiu os 3ºC.

Daí termos também deixado por fazer a última parte da maratona. Pois é, a esperança coloca-se toda no próximo sábado no OLA, mas atenção à meteorologia que pode fazer das suas. A astronomia e a meteorologia andam de braço dado para o melhor e para o pior. Todavia penso que só pelo convívio e pelas palestras/palestrantes vale a ida.

Lá apareceu o Júpiter e seus quatro acólitos o que deu para animar a noite àquelas horas. Apesar da pouca altura conseguimos distinguir perfeitamente, pelo menos, duas faixas.

Desta vez só avistámos um meteoro.

Saudações Atalaianas

Pedro Fernandes ” >>

Visita do António Santos

Foi uma agradável surpresa, tivemos o prazer da visita do nosso muito estimado amigo António Santos que veio desde Coimbra para o nosso convívio.

O ponto de encontro foi no nosso “escritório” Restaurante O Ninho. Estiveram além do António o Licínio Almeida, o José Ribeiro e o João Gregório

A conversa foi boa de acordo com a comida que estava divinal como sempre. Os temas foram muitos desde a astronomia (maioria) até á … astronomia Claro!

Depois fomos até ao nosso local de observação verificar as condições de acesso e do terreno.

Contrariamente á previsão o céu apresentou-se limpo, a temperatura uns agradáveis 8º a humidade estava aceitável.

Estivemos a observar o céu e claro mais um bocado de tertúlia onde o tema foi… astronomia claro!

Obrigado pela visita António, volta em breve.

Atalaia em noite animada

Apesar dos vários eventos pelo país, em Castelo de Vide e Alqueva a Atalaia foi ponto de encontro para uns quantos estreantes.

Aqui fica o registo feito pelo João Brázio.

Nas presenças contamos o Brázio, o Diogo, o Vitor, o Vasco e uma data de malta.

Imagem do JB da SH2-103 feita com o seguinte setup:

Montagem :EQ6
Telescopio : ED80 + Reductor focal com Field Flatner 0,85
Camera CMOS : ASI1600MMC
Imagem composta por :16 subs Ha 900s a -20C
Guiagem : ASI120MM e um TSL80 (326mm)

Riscos no céu

Esta observação foi feita pelo Anselmo Dias.

Andava ele nas limpezas quando encontrou estas imagens feitas em 07 de MARÇO de  2014, hora 21H 51.

O equipamento utilizado: Megrez 90 +Canon 500D -Backyard Eos V.31
montagem EQ6 PRO

A observação mostra este fenomeno estranho que se assemelha a uma “chuva de estrelas”

Clique na imagem para aumentar.

A identificação da zona do céu em questão

Frame original

 

 

 

 

Big Moon 14 Nov 2016

Como um bom astrónomo o Anselmo Dias não quiz deixar de fazer um registo para a posteridade do nascimento desta dita Big Lua.

Fruto de uma conjunção factual a notoriedade desta efemeride deve-se ao facto de ser Lua cheia num momento em que a Lua na sua trajectoria eliptica se encontra mais perto da Terra.bigmoon_adias_14112016_short

Para o registo, o Anselmo usou da sua paciência,  a Canon EOS 500D, a 400 iso, F.1/10, e o o Megrez 90D em tripé.

bigmoon_adias_14112016_2

 

 

Noite quente de verão

Acabou por se juntar alguma malta nesta noite quente infestada de melgas.

Os presentes foram : eu, o Anselmo Dias, Diogo P. Monteiro, Paulo PIna, Rodrigo Cunha, Margarida Sequeira, João Moreno e Theresa…. ahh e o estreante Artur Oliveira.

Tinha combinado com o Anselmo tentar fazer umas “coisas” com o Obsession de 18″ e a Atik Infinity. Enquanto o Anselmo montava o telescópio fomos presenteados pela conjunção do fino crescente da Lua e Vénus já baixo no horizonte.

O Artur desapareceu com a sua dslr e o tripé e foi fazer star trails.

O João Moreno esteve a montar o Meade LXD 55 e não passou da colocaçao em estação pois um motor resolveu entregar a alma ao Murphy.

Foi através do Newtoniano do Rodrigo que tivemos a experiencia visual, a meu pedido o Diogo trouxe o Star Analyzer SA100, uma rede de difração que nos permite ver o espectro das estrelas. Com o SA100 enroscado na ocular vimos os espectros de Vega, Albireu, e Altair,. Em Albireu tivemos oportunidade de ver lado a lado os espectros deste par de cores diferentes. Para culminar vimos o espectro da Gamma Cassipeia, uma estrela Be que roda tão rápido que perde massa para um disco de acreação. Esse disco ao ser aquecido emite em H-alpha surgindo no espectro como um ponto brilhante em contraste com as linhas de absorção que são escuras.sa100_ds

Como indicador aproximado do que se viu escolhi esta imagem do Buil em que podemos ver que cada estrela tem a sua particularidade. As estrelas que observamos não foram estas, é só para terem uma ideia do potencial. No “arco iris” há linhas escuras que correspondem á absorção e em algumas há uns pontos brilhantes que correspondem a linhas de emissão.

buil_espectros_sa100_dsCrédito da imagem acima, Christian Buil, feita com uma DSLR e un Star Analyzer SA100

O Paulo Pina esteve entretido a fazer um boneco da Bubble Nebula com a canon dslr e o taka TOA 130F.
pina_bubble_dsCrédito da imagem acima, Paulo Pina

Mesmo sem guiagem a Atik Infinity consegue integrar imagnes de curtas exposições numa imagem equivalente a uma longa exposição.
anselmo_18inch_infinity_m-20-1200sCrédito da imagem acima, Anselmo Dias

A Guida não parou a noite toda, enquanto fotografava ia espreitando no telescópio do Rodrigo.
O crédito das imagens da galeria são da Guida Sequeira

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atalaia-carros-e-telescopios_dsCrédito da imagem acima, Guida Sequeira.

Pela 1 h da manhã finas nuvens altas começaram a chegar e a dar o mote para começar a arrumar.

 

A noite dos iniciados

O relato seguinte foi feito a meu pedido pelo Diogo Pedro Monteiro após uma ida em que levou uns amigos á Atalaia (20 Agosto 2016).

“Certo dia, já lá vão uns anitos, um de muitos grupos que aparecem pela Atalaia para “espiolhar” a coisa, por lá andou até o sol raiar.  Tiraram muitas fotos de tripé, e ficaram deveras interessados em voos mais altos. A paixão era muita e a experiencia inversamente proporcional.

Como muitos dos curiosos, não voltaram, mas a semente ficou.
Volvidos cerca de 3/4 anos resolveram volta a atacar em duas frentes. Uma de carteira um pouco mais generosa, procedeu à aquisição da sólida EQ6 e de um Newton de 10 Polegadas e de uma Cam chinesa.
Outra frente munida de mais engenho, aplicou um “wedge” numa azimutal apontou à polar, e definiu a sua posição geográfica como estando em pleno Polo Norte. O tracking foi perfeito. Só um dos motores é que funcionava, como previsto.
Ambas as frentes lançaram-se no terreno quase “out of the box”, mas tudo rapidamente entrou nos eixos, e as fotos começaram a sair.
A noite esteve quase que perfeita para fotografia, não fosse a presença da lua.
A temperatura e a ausencia de melgas, aliada à boa disposição e snacks “gourmet” voltou a cinzelar nas nossas mentes, o porquê desta nossa paixão.
Bem vindos, Vasco, e Brázio.
Ficamos à espera das imagens futuras :)”
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Sessão de capinagem 30 JUL 16

Após o cancelamento há uma semana atrás devido aos mais de 38 graus previstos para a data escolhida, fomos presenteados com uma tarde bastante toleravel na casa dos 28 graus.

Havia há partida alguns camaradas que não podiam estar presentes mas a data dependia da disponibilidade de uma maquina que carinhosamente chamamos o corta palha gigante. Também veio a roçadora artilhada que deu uma grande ajuda, principalmenta nas silvas.

Responderam á chamada, o Luís Evangelista, o Diogo Monteiro, o Hugo Silva, o Rodrigo Cunha e eu, João Gregório.

Após a capinagem houve convivio, apreciou-se o trabalho feito, comeu-se umas sandes e umas peças de fruta que foram devidamente acompanhadas por umas cervejas (naglers) bem fresquinhas.

O Hugo e o Rodrigo não tiveram possibilidade de nos acompanhar na fase seguinte que foi um belo jantar no Ninho do costume. Comemos o tal bife que se desfaz na boca acompanhado de mais conversa.

Durante o jantar ainda deu para apanhar um raro pokemon amarelo.

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O meu agradecimento especial ao Luís Evangelista que trouxe a maquinaria … e a geleira com as naglers. Um agradecimento a todos os dispuseram do seu tempo para dar uma ajuda a manter o nosso recinto de observação mais acolhedor e desimpedido.

Pede-se ao observadores fumadores o cuidado de apagarem bem o cigarro e de não deixarem as beatas no chão.

 

Até breve

João Gregório

Pelo Alberto – Jantar de homenagem

A amizade prevalece
A amizade prevalece  –  Alberto á esquerda da imagem

“Atalaia, 25 de junho de 2016: Pelo  Alberto

Este não é um relato como os habituais e por isso não tem descrições de objetos observados, de equipamento utilizado nem de quem esteve e quem não pôde estar. Foi uma noite pelo e para o nosso amigo Alberto, intensa e construída na medida das emoções e razões que nos levaram a uma noite de memórias, comemoração e partilha, tudo no bom e já conhecido espírito do grupo Atalaia.

E foi com esse espírito que nos reunimos ontem à noite, para jantar em conjunto e se possível observar o céu a seguir. Ponto de encontro no Ninho, local que tantas vezes nos acolheu e que soube tão bem acarinhar e homenagear o nosso amigo Alberto, onde nos reencontramos e jantamos muito bem como sempre. Nem a Seleção das Quinas faltou, para jogar e vencer, devidamente festejada por todos. O que poderíamos querer mais? A companhia do nosso amigo, nem mais nem menos. Fez-nos falta o Alberto, nosso Comandante, feito na profissão e engrandecido agora na nossa memória. Em sua homenagem foi dita e sentida uma mensagem pelo nosso companheiro José Ribeiro, que fez dele os sentimentos de todos.

Já jantados, uns rumaram às sua vidas e os restantes ao nosso local de observação de sempre, junto ao Campo de Tiro de Alcochete, para uma noite de convívio e partilha em torno dos poucos telescópios montados. Destacou-se o Obsession do nosso companheiro Anselmo, em torno do qual nos reunimos no final da noite.

Não importa o que vimos nem tão pouco o que foi dito. Importa termos lá estado.”

Texto de Alcino Pacheco

Crédito das imagens abaixo Alcino Pacheco

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 … mas houve mais quem fizesse uso da sua camera fotografica.

A galeria abaixo tem o crédito do Ulisses Martins

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 … finalmente a segunda fase da homenagem ao nosso camarada, a parte que ele tanto adorava, ver e dar a conhecer o céu.

As imagens t êm o crédito do Paulo Pina com o equipamento do Luis Santo.

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Posso dizer que a noite esteve muito boa. Assim que chegamos tivemos uma linda vista da nossa galáxia, havia uma boa transparência embora ao observar os planetas se notasse uma certa turbulência que melhorou um pouco com o adiantar da noite.

A reunião foi de facto mais á volta do OBSESSION de 18″ do Anselmo Dias que nos ofereceu belas imagens do que havia no céu. Melhor que o Anselmo para fazer as honras só mesmo o nosso desaparecido Alberto que tinha o apanágio de reunir á sua volta as multidões.

Depois veio a Lua e tivemos mais um alvo para os telescópios presentes no local.

Para quem observou pela primeira vez esta noite decerto não a esquecerá, foi optima, tivemos de tudo, Céu, companheirismos, amizade e um excelente convivio.

Para o nosso camarada Alberto, arrendatário de um condominio lá no céu, um até breve de todos nós

gregas